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<title>As ruas da minha casa</title>
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<tagline>Estreitas? Tortuosas!</tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2009, inquilino</copyright>
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<title>aconteceu ...</title>
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<summary type="text/plain">Aconteceu Eu não estava à tua espera E tu não me procuravas Nem sabias quem eu era Eu estava ali só porque tinha que estar E tu chegaste porque tinhas que chegar Olhei para ti O mundo inteiro parou Nesse...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p>Aconteceu<br />
Eu não estava à tua espera<br />
E tu não me procuravas<br />
Nem sabias quem eu era<br />
Eu estava ali só porque tinha que estar<br />
E tu chegaste porque tinhas que chegar<br />
Olhei para ti<br />
O mundo inteiro parou<br />
Nesse instante a minha vida<br />
A minha  vida mudou<br />
Tudo era para ser eterno<br />
E tu para sempre meu<br />
Onde foi que nos perdemos?<br />
O que foi que aconteceu?<br />
Tudo era para ser eterno<br />
E tu para sempre meu<br />
Onde foi que nos perdemos, meu amor?<br />
O que foi que aconteceu?<br />
Aconteceu<br />
Chama-lhe sorte ou azar<br />
Eu não estava à tua espera<br />
E tu voltaste a passar<br />
Nunca senti bater o meu coração<br />
Como senti ao sentir a tua mão<br />
Na tua boca o tempo voltou atrás<br />
E se fui louca<br />
Essa loucura<br />
Essa loucura foi paz<br />
Tudo era para ser eterno<br />
E tu para sempre meu<br />
Onde foi que nos perdemos?<br />
O que foi que aconteceu?<br />
Tudo era para ser eterno<br />
E tu para sempre meu<br />
Onde foi que nos perdemos, meu amor?<br />
O que foi que aconteceu?</p>

<p><br />
<i>O que foi que aconteceu - <b> Ana Moura </b> - Letra/Música: Tozé Brito </i></p>]]>

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<title>... cicatriz ?</title>
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<modified>2009-11-02T15:21:36Z</modified>
<issued>2009-11-02T15:19:24Z</issued>
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<summary type="text/plain">foi como entrar foi como arder para ti nem foi viver foi mudar o mundo sem pensar em mim mas o tempo até passou e és o que ele me ensinou uma chaga pra lembrar que ha um fim diz...</summary>
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<name>inquilino</name>

<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>foi como entrar<br />
foi como arder<br />
para ti nem foi viver<br />
foi mudar o mundo<br />
sem pensar em mim<br />
mas o tempo até passou<br />
e és o que ele me ensinou<br />
uma chaga pra lembrar<br />
que ha um fim</p>

<p>diz sem querer poupar meu corpo<br />
eu ja nao sei quem te abracou<br />
diz que eu nao senti<br />
teu corpo sobre o meu<br />
quando eu cair,<br />
eu espero ao menos<br />
que olhes para tras<br />
diz que nao te afastas<br />
de algo que é também teu<br />
nao vai haver um novo amor<br />
tao capaz e tao maior<br />
para mim sera melhor assim<br />
ve como eu quero<br />
eu vou tentar<br />
sem matar o nosso amor<br />
nao achar que o mundo é feito para nós</p>

<p>foi como entrar<br />
foi como arder<br />
para ti nem foi viver<br />
foi mudar o mundo sem pensar em mim<br />
mas o tempo até passou<br />
e és o que ele me ensinou<br />
uma chaga pra lembrar que ha um fim</p>

<p><i><b>Chaga</b> - Ornatos Violeta </i></p>]]>

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<title>Credo</title>
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<modified>2009-10-14T04:30:06Z</modified>
<issued>2009-10-14T04:28:51Z</issued>
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<summary type="text/plain">Creio nos anjos que andam pelo mundo, Creio na Deusa com olhos de diamantes, Creio em amores lunares com piano ao fundo, Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes, Creio num engenho que falta mais fecundo De harmonizar as partes...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Creio nos anjos que andam pelo mundo,<br />
Creio na Deusa com olhos de diamantes,<br />
Creio em amores lunares com piano ao fundo,<br />
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes,</p>

<p>Creio num engenho que falta mais fecundo<br />
De harmonizar as partes dissonantes,<br />
Creio que tudo é eterno num segundo,<br />
Creio num céu futuro que houve dantes,</p>

<p>Creio nos deuses de um astral mais puro,<br />
Na flor humilde que se encosta ao muro,<br />
Creio na carne que enfeitiça o além,</p>

<p>Creio no incrível, nas coisas assombrosas,<br />
Na ocupação do mundo pelas rosas,<br />
Creio que o Amor tem asas de ouro. Ámen.</p>

<p><i> Natália Correia </i></p>]]>

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<title>Weee...</title>
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<modified>2009-10-02T04:16:36Z</modified>
<issued>2009-10-02T04:13:56Z</issued>
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<summary type="text/plain">Les filles, les garçons A tourner se hasardent, En tournant se regardent, On connaît ces façons Des filles et des garçons. La mi-été de Taveyanne - Juste Olivier...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Les filles, les garçons<br />
A tourner se hasardent,<br />
En tournant se regardent,<br />
On connaît ces façons<br />
Des filles et des garçons.</p>

<p><i> La mi-été de Taveyanne - <b> Juste Olivier </b> </i></p>]]>

</content>
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<title>Cry wolf</title>
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<modified>2009-09-21T20:51:48Z</modified>
<issued>2009-09-21T20:39:50Z</issued>
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<summary type="text/plain">There was a blank sheet covering your face as you mourned serenity through tears (of joy) I was (as usual) sitting on my corner wishing for you (all the best) Never have I seen red for so many hours, despairing...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>There was a blank sheet covering your face as you mourned serenity through tears (of joy)<br />
I was (as usual) sitting on my corner wishing for you (all the best)<br />
Never have I seen red for so many hours, despairing over a constant beacon, a moving circle (a big dilemma)</p>

<p>It shouldn't have bothered me when you left, holding someone's hand (but it did)<br />
I could feel drops of blood (or was it sweat) running down my arms (and face)</p>

<p>(feel me now)</p>]]>

</content>
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<title>Tuga Power!</title>
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<modified>2009-09-11T20:40:52Z</modified>
<issued>2009-09-11T20:39:43Z</issued>
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<summary type="text/plain">Movimento Perpétuo Associativo Agora sim, damos a volta a isto! Agora sim, há pernas para andar! Agora sim, eu sinto o optimismo! Vamos em frente, ninguém nos vai parar! -Agora não, que é hora do almoço... -Agora não, que é...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><b>Movimento Perpétuo Associativo</b></p>

<p><br />
Agora sim, damos a volta a isto!<br />
Agora sim, há pernas para andar!<br />
Agora sim, eu sinto o optimismo!<br />
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!</p>

<p>-Agora não, que é hora do almoço...<br />
-Agora não, que é hora do jantar...<br />
-Agora não, que eu acho que não posso...<br />
-Amanhã vou trabalhar...</p>

<p>Agora sim, temos a força toda!<br />
Agora sim, há fé neste querer!<br />
Agora sim, só vejo gente boa!<br />
Vamos em frente e havemos de vencer!</p>

<p>-Agora não, que me dói a barriga...<br />
-Agora não, dizem que vai chover...<br />
-Agora não, que joga o Benfica...<br />
e eu tenho mais que fazer...</p>

<p>Agora sim, cantamos com vontade!<br />
Agora sim, eu sinto a união!<br />
Agora sim, já ouço a liberdade!<br />
Vamos em frente, e é esta a direcção!</p>

<p>-Agora não, que falta um impresso...<br />
-Agora não, que o meu pai não quer...<br />
-Agora não, que há engarrafamentos...<br />
-Vão sem mim, que eu vou lá ter...</p>

<p><i>Deolinda</i></p>]]>

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<title>Videovalse</title>
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<modified>2009-09-10T04:12:29Z</modified>
<issued>2009-09-10T04:10:29Z</issued>
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<![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EJB2GtoP38Y&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=en&feature=player_detailpage&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EJB2GtoP38Y&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=en&feature=player_detailpage&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"></embed></object></p>]]>

</content>
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<title>Paroles ...</title>
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<modified>2009-09-10T04:04:40Z</modified>
<issued>2009-09-10T03:56:36Z</issued>
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<summary type="text/plain">C&apos;était Bien (Le P&apos;tit Bal Perdu) C&apos;était tout juste après la guerre, Dans un petit bal qu&apos;avait souffert. Sur une piste de misère, Y&apos;en avait deux, à découvert. Parmi les gravats ils dansaient Dans ce petit bal qui s&apos;appelait... Qui...</summary>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><strong>C'était Bien (Le P'tit Bal Perdu)</strong></p>

<p>C'était tout juste après la guerre,<br />
Dans un petit bal qu'avait souffert.<br />
Sur une piste de misère,<br />
Y'en avait deux, à découvert.<br />
Parmi les gravats ils dansaient<br />
Dans ce petit bal qui s'appelait...<br />
Qui s'appelait... qui s'appelait... qui s'appelait...</p>

<p>Non je ne me souviens plus du nom du bal perdu.<br />
Ce dont je me souviens ce sont ces amoureux<br />
Qui ne regardait rien autour d'eux.<br />
Y avait tant d'insouciance<br />
Dans leurs gestes émus,<br />
Alors quelle importance<br />
Le nom du bal perdu ?<br />
Non je ne me souviens plus du nom du bal perdu.<br />
Ce dont je me souviens c'est qu'ils étaient heureux<br />
Les yeux au fond des yeux.<br />
Et c'était bien... Et c'était bien...</p>

<p>Ils buvaient dans le même verre,<br />
Toujours sans se quitter des yeux.<br />
Ils faisaient la même prière,<br />
D'être toujours, toujours heureux.<br />
Parmi les gravats ils souriaient<br />
Dans ce petit bal qui s'appelait...<br />
Qui s'appelait... qui s'appelait... qui s'appelait...</p>

<p>Et puis quand l'accordéoniste<br />
S'est arrêté, ils sont partis.<br />
Le soir tombait dessus la piste,<br />
Sur les gravats et sur ma vie.<br />
Il était redevenu tout triste<br />
Ce petit bal qui s'appelait,<br />
Qui s'appelait... qui s'appelait... qui s'appelait...</p>

<p>Non je ne me souviens plus du nom du bal perdu.<br />
Ce dont je me souviens ce sont ces amoureux<br />
Qui ne regardait rien autour d'eux.<br />
Y avait tant de lumière,<br />
Avec eux dans la rue,<br />
Alors la belle affaire<br />
Le nom du bal perdu.<br />
Non je ne me souviens plus du nom du bal perdu.<br />
Ce dont je me souviens c'est qu'on était heureux<br />
Les yeux au fond des yeux.<br />
Et c'était bien... Et c'était bien.</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>curvo?</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://ruas.weblog.com.pt/arquivo/2009/09/curvo.html" />
<modified>2009-09-09T23:31:54Z</modified>
<issued>2009-09-09T23:31:08Z</issued>
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<created>2009-09-09T23:31:08Z</created>
<summary type="text/plain">As cinco letras em vidro É um estilete de luz a imensidade de que és feita e contorna um azul-sonho-neve igual aos cabelos que descobri a saírem da tua boca - dos teus olhos de imaginação - dos teus lábios...</summary>
<author>
<name>inquilino</name>

<email>rudeblunt@gmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>As cinco letras em vidro</p>

<p>É um estilete de luz<br />
a imensidade de que és feita<br />
e contorna um azul-sonho-neve<br />
igual aos cabelos que descobri a saírem da tua boca<br />
- dos teus olhos de imaginação<br />
- dos teus lábios curvos de aurora.</p>

<p>Saímos<br />
enquanto as pessoas olhavam admiradas o Arco do Triunfo<br />
deixando escorrer dos bolsos fitas e serpentinas<br />
para tudo se passar como no pássaro<br />
para deixar objectivamente escrito<br />
nas margens do rio<br />
do Mar<br />
- o continente submerso<br />
- o navio de todos os amantes<br />
por onde rola a carruagem em que viajamos<br />
pintada de Liberdade e de Poesia<br />
contigo a dormir sobre o meu peito.</p>

<p>POR ISSO EU SENTI SER FÁCIL O SUICÍDIO<br />
FÁCIL E POSSÍVEL.</p>

<p>Fixou-se no muro da tua residência<br />
sobre a porta que se abre ao visitante<br />
um símbolo mágico e de cabala<br />
- a oportunidade do meu regresso<br />
- a história maravilhosa que te direi na viagem.</p>

<p>Procurei<br />
nas folhas espalhadas pelo nosso leito<br />
a recordação do que há-de vir<br />
- apenas no esparso<br />
- no diverso<br />
- no acto simultâneo de defesa<br />
- no viajar de aeróstato incógnito de distância<br />
- na noite mágica</p>

<p>NA PRIMEIRA GRANDE NOITE MÁGICA QUE NÓS<br />
TIVEMOS.</p>

<p>Abriu-se a janela que caminhava sozinha<br />
e saiu um sonho simples de criança:</p>

<p>O METEORO DA TRANSFORMAÇÃO</p>

<p>pousado a um canto o meu Jogo de Cabala</p>

<p>(um montinho de quadrados,<br />
de círculos, de triângulos,<br />
dispostos geometricamente<br />
sobre um tabuleiro grande)</p>

<p>o meu Tratado de Magia Humana</p>

<p>(um caminho de ogivas, um<br />
relógio a dar horas sobre<br />
um túmulo em pé, os postes<br />
magnéticos, os cordões da angústia)</p>

<p>FALO - no Laboratório Mágico ao dar-se a aparição espon-<br />
tânea de Lautréamont e Freud que traziam sobre as<br />
sobrancelhas um corte fino a atravessá-Ias lado a<br />
lado: -<br />
Ao aparecer a mulher escandalosamente<br />
vestida de vermelho<br />
ele dirige-se para a jovem<br />
e os outros passeiam sobre as rochas<br />
onde fica oculto o corpo do homem que chega continuamente<br />
MUDO APONTA O HORIZONTE.</p>

<p>(In A Intervenção Surrealista)</p>

<p></p>

<p>ANTÓNIO MARIA LISBOA</p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>Quadrado!</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://ruas.weblog.com.pt/arquivo/2009/09/quadrado.html" />
<modified>2009-09-04T14:09:59Z</modified>
<issued>2009-09-04T14:08:21Z</issued>
<id>tag:ruas.weblog.com.pt,2009://97.440377</id>
<created>2009-09-04T14:08:21Z</created>
<summary type="text/plain">Eu ando pelo mundo Prestando atenção em cores Que eu não sei o nome Cores de Almodóvar Cores de Frida Kahlo Cores! Passeio pelo escuro Eu presto muita atenção No que meu irmão ouve E como uma segunda pele Um...</summary>
<author>
<name>inquilino</name>

<email>rudeblunt@gmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Eu ando pelo mundo<br />
Prestando atenção em cores<br />
Que eu não sei o nome<br />
Cores de Almodóvar<br />
Cores de Frida Kahlo<br />
Cores!</p>

<p>Passeio pelo escuro<br />
Eu presto muita atenção<br />
No que meu irmão ouve<br />
E como uma segunda pele<br />
Um calo, uma casca<br />
Uma cápsula protetora<br />
Ai, Eu quero chegar antes<br />
Prá sinalizar<br />
O estar de cada coisa<br />
Filtrar seus graus...</p>

<p>Eu ando pelo mundo<br />
Divertindo gente<br />
Chorando ao telefone<br />
E vendo doer a fome<br />
Nos meninos que têm fome...</p>

<p>Pela janela do quarto<br />
Pela janela do carro<br />
Pela tela, pela janela<br />
Quem é ela? Quem é ela?<br />
Eu vejo tudo enquadrado<br />
Remoto controle...</p>

<p>Eu ando pelo mundo<br />
E os automóveis correm<br />
Para quê?<br />
As crianças correm<br />
Para onde?<br />
Transito entre dois lados<br />
De um lado<br />
Eu gosto de opostos<br />
Exponho o meu modo<br />
Me mostro<br />
Eu canto para quem?</p>

<p>Pela janela do quarto<br />
Pela janela do carro<br />
Pela tela, pela janela<br />
Quem é ela? Quem é ela?<br />
Eu vejo tudo enquadrado<br />
Remoto controle...</p>

<p>Eu ando pelo mundo<br />
E meus amigos, cadê?<br />
Minha alegria, meu cansaço<br />
Meu amor cadê você?<br />
Eu acordei<br />
Não tem ninguém ao lado...</p>

<p>Pela janela do quarto<br />
Pela janela do carro<br />
Pela tela, pela janela<br />
Quem é ela? Quem é ela?<br />
Eu vejo tudo enquadrado<br />
Remoto controle...</p>

<p>Eu ando pelo mundo<br />
E meus amigos, cadê?<br />
Minha alegria, meu cansaço<br />
Meu amor cadê você?<br />
Eu acordei<br />
Não tem ninguém ao lado...</p>

<p>Pela janela do quarto<br />
Pela janela do carro<br />
Pela tela, pela janela<br />
Quem é ela? Quem é ela?<br />
Eu vejo tudo enquadrado<br />
Remoto controle...</p>

<p><i> Adriana Calcanhotto - Esquadros </i></p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>sem letra?</title>
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<modified>2009-08-19T02:30:04Z</modified>
<issued>2009-08-13T22:02:45Z</issued>
<id>tag:ruas.weblog.com.pt,2009://97.439567</id>
<created>2009-08-13T22:02:45Z</created>
<summary type="text/plain">Lembro-me de ti quando ainda era um sonho, Voar, chorar, triste, risonho. Percorrer estradas, perder de vista, Vida incerta, palhaço artista. Luzes, cem palcos, adormecer... Olhar para as crianças, senti-las crescer, Dançar na noite, dia a nascer... Poesias, chamas, podes...</summary>
<author>
<name>inquilino</name>

<email>rudeblunt@gmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Lembro-me de ti quando ainda era um sonho,<br />
Voar, chorar, triste, risonho.<br />
Percorrer estradas, perder de vista,<br />
Vida incerta, palhaço artista.<br />
Luzes, cem palcos, adormecer...<br />
Olhar para as crianças, senti-las crescer,<br />
Dançar na noite, dia a nascer...<br />
Poesias, chamas, podes crer!<br />
Destino sem rumo, incertezas,<br />
O futuro na chama das almas acesas,<br />
Abraça-me, ri-te, dança comigo...<br />
Qual é o segredo de perder um amigo?<br />
Vozes do silêncio, olhar abandonado,<br />
Tocar e sorrir, baile e afado,<br />
Lembro-me de nós crianças...<br />
Fantasias, divagámos Andanças!</p>

<p>Pés... descalços no pó, alucinados,<br />
Encontros do umbigo apaixonados,<br />
Mazurkas no fogo, contradanças,<br />
Camponesas, falinhas mansas...<br />
Tocas-me na alma, manifesto da verdade,<br />
A vida é uma revolta, realidade!<br />
Olha o silêncio a brilhar,<br />
Segreda-me no ouvido que o Mundo não quer acabar...</p>

<p>Mazurkas... que te cegam o fundo do coração,<br />
Gigante segredo da tradição,<br />
Procuro no teu ventre inspiração,<br />
Portas, suspiros, abrigos, traição...<br />
Este é o momento que te vou deixar,<br />
Mundos, caminhos por partilhar,<br />
Saudade, lágrimas de coragem.<br />
Festa é festa, amigos boa viagem!<br />
Tocar no baile e ver o mundo a dançar,<br />
Suavidade, dança sem saltar,<br />
Trocar sorrisos de baixo pra cima...</p>

<p>Fim do Mundo, cego e mudo...<br />
... mãos cheias de nada, Alma cheia de tudo! <br />
                   <br />
                      <i>Uxu Kalhus - Mazurka 13</i></p>]]>

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<title>Palindrome</title>
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<summary type="text/plain">There should be an answer in my mother tongue To an old glorified problem no one ever solved Unininspiration should prevent me from going this far I, bold and sweaty palms would destroy my own dawn As such, there would...</summary>
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<![CDATA[<p>There should be an answer in my mother tongue<br />
To an old glorified problem no one ever solved<br />
Unininspiration should prevent me from going this far</p>

<p><br />
I, bold and sweaty palms would destroy my own dawn<br />
As such, there would be no awakening or death<br />
Exaggeration should entice the beast in my soul</p>

<p>Shape is content, wrapped in absurdity, must go on!<br />
</p>]]>

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<title>Intérprete</title>
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<summary type="text/plain">Um dia é só um dia e depois, existe-se, para lá das coisas e coisinhas impressas nos quiosques ou no pó das ondas. Minutos sempre passaram e hão-de passar (ao lado) por todos nós (cegos), é um ciclo (da água)....</summary>
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<![CDATA[<p>Um dia é só um dia e depois, existe-se, para lá das coisas e coisinhas impressas nos quiosques ou no pó das ondas. Minutos sempre passaram e hão-de passar (ao lado) por todos nós (cegos), é um ciclo (da água).<br />
A selva engole o indivíduo porque ele engole a seiva e cresce com todos os elementos, é impossível desenvolver uma forma de comunicação que torne tolerável a ausência de conteúdo.</p>]]>

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<title>Redondilha maior, rima pobre</title>
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<summary type="text/plain">Oh, pobre de quem não tem A semente de narciso De quem se ri ao espelho Nenhum medo de ser velho Feio, sem dentes, mas riso Oh, pobre de quem não tem Depois de me ir embora Deste mundo, como...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p>Oh, pobre de quem não tem<br />
A semente de narciso<br />
De quem se ri ao espelho<br />
Nenhum medo de ser velho<br />
Feio, sem dentes, mas riso<br />
Oh, pobre de quem não tem</p>

<p>Depois de me ir embora<br />
Deste mundo, como entrei<br />
Aos berros a espernear<br />
Espero poder deixar<br />
Sem culpa, tudo o que amei<br />
Depois de me ir embora</p>

<p>Quando for grande, ou maior<br />
Quando tiver estilhaçado<br />
A pequenez das grilhetas<br />
Chupado todas as tetas<br />
Serei menos desgraçado<br />
Quando for grande ou maior</p>]]>

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<title>Impressão</title>
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<modified>2009-05-05T22:27:33Z</modified>
<issued>2009-05-05T22:17:44Z</issued>
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<summary type="text/plain">conduzir sem Se adicionar ao elemento Sopa sem sal, pão sem fermento Universal é a razão do meu despeito e só, sem correr nem sair do leito apraz contar os métodos de impressão ao senhor tipógrafo da esquina e usar...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>conduzir sem Se adicionar ao elemento<br />
Sopa sem sal, pão sem fermento<br />
Universal é a razão do meu despeito<br />
e só, sem correr nem sair do leito</p>

<p>apraz contar os métodos de impressão<br />
ao senhor tipógrafo da esquina<br />
e usar a palavRa Coração<br />
só porque se ama uma menina</p>

<p>resolve-me a frase, puxa-me a cadeira<br />
acaba de vez com a canseira <br />
de te comunicar por entre dentes a ferida</p>

<p>aberta de saber-me sem título</p>

<p><br />
</p>]]>

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