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outubro 31, 2006
Movimentos peristálticos
Trago nos bolsos coisas de outras pessoas, papel celofane com decalques de elefantes e borboletas, casulos cor-de-rosa de bichos-da-seda geneticamente alterados, pasta de papel, ouriços castanhos sem castanhas.
Devagar e sem sorrir, mastigo as palavras, porque as palavras são inúteis, renuncio às ideias e às dúvidas, porque as ideias e as dúvidas nunca hão-de deixar de ser ideias e dúvidas.
Interrogo-me sobre as possibilidades, porque as possíveis interrogações do poeta deixaram de me impelir à poesia.
E deixo-me estar.
Publicado por inquilino às outubro 31, 2006 11:50 AM
Comentários
Quero saber Quantos movimentos peristálticos fazemos por minuto?
Publicado por: tatiana em agosto 21, 2007 02:24 PM