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novembro 18, 2005

Um filho ...

Quando nasceu o menino, não cabia em si de contente, todas as dúvidas que tinha sentido toda a vida, e todas as que sentiria no resto, dissipavam-se no embrulho que segurava no regaço. Infelizmente, e seguindo a sua tendência natural, começou a pensar demasiado nele, a preocupar-se demasiado, a tentar dirigi-lo, mesmo sem saber bem para onde, e dependia claramente dele para se sentir bem, precisava de o ter ao pé, de saber onde ele estava. Quando ele fez dezoito anos considerou o suicídio, descobriu que se tinha tornado pai de um filho da puta.

Publicado por inquilino às 11:57 AM | Comentários (0)